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Exposição mostra a obra de cinco gravadores brasileiros

Ação integra as comemorações dos 120 anos da Casa da Boia,

um dos mais tradicionais estabelecimentos comerciais de São Paulo



A versatilidade do cobre, material de múltiplas aplicações, revela-se na gravura como meio de expressão, linguagem e arte. E foi esta a motivação da Casa da Boia Cultural ao promover a exposição "Gravura em Metal: poéticas, linguagens e técnicas de cinco gravadores", que será realizada entre 7 de maio e 14 de julho, em São Paulo.


A mostra, que tem a curadoria de Ennio Posebon, é uma oportunidade para que os visitantes façam uma viagem no tempo, com um duplo resgate histórico. Cerca de 50 gravuras foram produzidas por cinco artistas de diferentes gerações, utilizando a chapa de cobre, cujos processos de produção e reprodução de imagens remontam ao século XV.


A maioria das obras tem caráter figurativo e o extenso conjunto das imagens revelará ao espectador uma diversidade de poéticas, linguagens e técnicas de gravação. Ao mesmo tempo, será possível conhecer toda a riqueza arquitetônica e o estilo art-nouveau do casarão centenário onde funcionará a exposição. Localizado na Rua Florêncio de Abreu, centro da capital paulista, o imóvel restaurado, considerado Patrimônio Cultural e Material de São Paulo, é a sede da Casa da Boia, um dos mais tradicionais estabelecimentos comerciais da cidade e referência na venda de metais não ferrosos para diversas aplicações, inclusive chapas de cobre.


A exposição de gravuras marca o lançamento da Casa da Boia Cultural, uma ação que integra as comemorações dos 120 anos do estabelecimento, celebrado no próximo mês de maio. "Este é um presente para a cidade e uma iniciativa que homenageia a região central, onde está a nossa história. A Casa da Boia carrega em seu DNA o fazer artesanal, a valorização do artístico e a preocupação com os detalhes na manipulação do cobre, elementos que estão também intrinsecamente relacionados à técnica da gravura em metal.


"Nas comemorações dos nossos 120 anos, queremos incentivar o olhar sobre as artes e sobre as manifestações que encontram no metal a sua matéria-prima", afirma Adriana Rizkallah, diretora da Casa da Boia Cultural.

O grupo de gravadores que compõem a exposição é formado por:


Evandro Carlos Jardim (1935), referência da gravura brasileira, com várias de suas obras expostas no Brasil e no exterior, inclusive na 37.a Bienal de Veneza, Itália (1976), Bienal de Gravura de San Juan, Porto Rico (1986), e Bienal Internacional de Gravura de Ljubljana, Iugoslávia (1989), além de outras mostras importantes. Professor da pós-graduação da Escola de Comunicações e Artes da USP e responsável pelo Atelier de Gravura do Sesc Pompéia há 25 anos.


Ernesto Bonato (1968), com trabalhos expostos em mais de 200 mostras individuais e coletivas no Brasil e em 28 países. Graduado e mestre pela ECA-USP. Participou da criação do serviço educativo do MASP, em 1997. Ensinou gravura em metal na FAAP e desenho e gravura no Centro Universitário SENAC-SP. Membro fundador e coordenador do Atelier Piratininga, em São Paulo, de 1993 a 2013.


Sérgio Niculitcheff (1960), há mais de 40 anos no circuito das artes plásticas, com obras no acervo de diversos museus do País e em importantes coleções particulares. Lecionou pintura no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e nas Faculdades Integradas de Guarulhos. Também ministrou aulas em cursos livres, destacando-se o curso de pintura no Museu de Arte Moderna de São Paulo, onde lecionou durante dez anos. Atualmente é professor no Instituto de Artes da UNICAMP.


Ulysses Boscolo (1977), jovem nome da gravura brasileira que já realizou exposições no Brasil e no exterior. Foi premiado na 15.ª Bienal Internacional de Gravuras de Sarcelles, na França. Em 2007, realizou exposições em Nova York pela galeria Gravura Brasileira. Em 2012, recebeu o prêmio de residência artística na 15.ª Biennale Internationale de La Gravure de Sarcelles, França. Participou da exposição "4 Ensaios Gráficos" na Estação Pinacoteca em 2012/2013. Produziu uma obra para o Clube de Colecionadores de Gravuras do MAM e realizou a mostra individual Célula-Tronco, com gravuras, pinturas e objetos em madeira na Mezanino, em 2013. Em 2015, realizou residência artística na Cité Internationale des Arts em Paris.


Ennio Possebon (1947), arquiteto, designer gráfico e gravador realizou inúmeras exposições individuais e coletivas em São Paulo. Lecionou na Anhembi Morumbi, Escola de Comunicações e Artes da USP, Uniban e Escola Waldorf São Paulo. Atualmente é professor nas faculdades de Arquitetura e Urbanismo e Design  FMU/FIAMFAAM. Participa das atividades do Atelier de Gravura do Sesc Pompeia, coordenado por Evandro C. Jardim. Ennio é também o curador da mostra "Gravura em Metal: poéticas, linguagens e técnicas de cinco gravadores".

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