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Destaques de setembro na Tupi or Not Tupi


Tributo a Paul Simon (com Ritchie), feras do piano, Olívia e Francis Hime, Joyce Moreno, Ná Ozetti e Zé Miguel Wisnik


A casa de shows tem sete shows programados entre 7 e 22 de setembro. No coração da Vila Madalena, a Tupi abre às 20 horas para a escolha das mesas por ordem de chegada. Há serviço de restaurante antes e depois do show.


RITCHIE e BLACK TIE – OLD FRIENDS no show The Songs of Paul Simon

Dia 7 de Setembro  - Sexta, 21h, R$ 80,00


RITCHIE e BLACK TIE – OLD FRIENDS - Foto: Paulo Rapoport

Ritchie vem acompanhado pelo grupo paulistano Blacktie  (Fábio Tagliaferri, Mário Manga e Swami Jr. e Tuco Marcondes, em participação especial), o mesmo com quem gravou o álbum Old Friends: The Songs of Paul Simon, lançado em Julho de 2016. O show tem percorrido várias cidades e o álbum se esgotou em seis meses. O CD foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira – língua estrangeira.


O cantor e compositor interpreta músicas do repertório de Paul Simon – canções como The Sound of Silence, 50 ways to leave your lover, Mrs. Robinson e Bridge over Troubled Water. Os arranjos são impecáveis e geniais. Ritchie mostra sua voz maravilhosa em sua língua natal.


OLÍVIA HIME e FRANCIS HIME no show Sem Mais Adeus - Homenagem a Vinicius

Dia 8 de Setembro  - Sábado, 21h30, R$ 130,00


OLÍVIA HIME e FRANCIS HIME

Depois de passar por Estados Unidos, França, Alemanha, Noruega e China e algumas cidades brasileiras, o duo Olívia e Francis Hime (voz e piano) volta a Tupi or Not Tupi com o show Sem Mais Adeus, em homenagem ao centenário de nascimento de Vinicius de Moraes. No repertório, canções que Francis compôs com o homenageado, como a faixa-título Sem Mais Adeus, além do resultado de parcerias entre Vinícius e Tom Jobim, Carlos Lyra, Baden Powell e Toquinho, Baden Powell, Carlos Lyra, Chico Buarque e Adriana Calcanhotto.


Com direção de Flávio Marinho, entre outras escolhidas estão canções muito conhecidas, como Insensatez, Samba da Bênção, Pela Luz dos Olhos Teus e Chega de Saudade. O público poderá conferir também as canções lado B, caso de Valsa de Eurídice, composição instrumental que abre o CD (Biscoito Fino), e Anoiteceu, samba composto após ter ido a um terreiro de candomblé, onde ouviu os lindos cantos das filhas de santo.


Desse modo, o CD Sem Mais Adeus traz as parcerias de Vinícius com Francis, Tom Jobim, Olivia destaca a importância de Vinicius para a modernização das letras de música: “Nós já tínhamos grande letristas, desde Noel Rosa, mas Vinícius veio com a poesia, até então os poetas não serviam a música brasileira, eram coisas completamente separadas. Ele rompeu com esta divisão.” E Francis completa: “Vinicius era uma pessoa extraordinária, e o que mais ficou para mim foi a sua mensagem de amor, de aproximar as pessoas. E para a música brasileira ele foi um divisor de águas, junto com Tom Jobim”.


Na escolha do repertório, Olivia e Francis optaram por suítes: “Eu sempre peço ao Francis que organize meus discos desta forma, porque são canções que se seguem contando uma história”, lembra Olivia. “São canções de compositores diferentes que se abraçam, em um roteiro que se pode dizer organizado por Vinicius”, completa Francis. 


Sem mais adeus – uma homenagem a Vinicius. Idealização e produção – Olivia Hime.


Arranjos e direção musical – Francis Hime. A Tupi abre às 20h para escolha das mesas com serviço de bar e restaurante. Durante o show o serviço é suspenso. show pode ter atraso.


8 DO BEM

Dia 14 de Setembro. Sexta, 21h30, R$ 60,00


Com nome criativo, o grupo Oito do Bem, um octeto de feras, foi formado pelos músicos Ed Côrtes e Derico Sciotti, em 2007, com a ideia de desenvolver um trabalho musical de arranjos jazzísticos para canções de compositores e bandas pop internacionais, como Bee Gees, Michael Jackson, Al Jarreau, James Brown e Britney Spears. Com repertório eclético, o grupo mescla interpretações instrumentais com músicas cantadas, construindo um show descontraído, irreverente e de muita qualidade.


Formação: Ed Côrtes (sax alto, sax barítono, clarinete, composições e arranjos), Derico Sciotti (sax tenor e flauta), Naor Gomes (trompete e flugelhorn), Jorginho Neto (trombone), Marcos Romera (teclado e arranjos), Sylvio Mazzucca Jr. (contrabaixo elétrico), AC dal Farra (bateria), Tchello (vocal). Foto: Werner Heilig.


JOYCE MORENO - 50 Anos de Carreira, part. de Tutty Moreno.

Dia 15 de setembro. Sábado, 21h30, R$ 130


Em 2018, exatos 50 anos depois, a cantora, compositora e instrumentista Joyce Moreno regrava seu 1º disco, Joyce, de 1968, com o mesmo repertório. O LP original teve texto na contracapa feito por ninguém menos que Vinicius de Moraes. Agora 50, o novo CD, é aqui descrito com precisão por Hugo Sukman:“Pois este ‘50’ é isso: Joyce Moreno revisitando Joyce, a morena, cinquenta anos depois.


Num gesto que só uma autêntica representante da geração rebelde de 1968 ousaria,  Joyce aos 70 anos  regravou, canção a canção, o seu primeiro LP lançado aos 20 com músicas compostas por ela aos 18, 19, e outras cuidadosamente escolhidas, na época, feitas por amigos de vinte e poucos. Os amigos: Marcos Valle, Ruy Guerra, Paulinho da Viola, Jards Macalé, Caetano Veloso, Francis Hime, Toninho Horta, Ronaldo Bastos. Amigos, para ela; para a história da música brasileira um recorte muito representativo da mais brilhante geração de compositores, da qual Joyce foi a última, ainda que precoce, aparição, já compositora interessante feito os colegas, como se vê em sambas, choros e canções de nítido espírito feminista, característica denunciada por Vinicius com a palavra que ela nem conhecia na época. (…) Depois, e não menos importante, ela lança uma nova e inesperada luz sobre uma obra-prima – sim, aquele disco lançado pela Phillips em 1968, chamado apenas de “Joyce”, é uma obra-prima que passou despercebida pela história da música brasileira. É um clássico, se me permitem a aparente contradição, desconhecido.”


É este repertório, feito hoje com a sabedoria e o conhecimento que só o tempo pode dar, que Joyce Moreno e o baterista Tutty Moreno irão apresentar no show, acrescido de sucessos de carreira, e mais duas inéditas: Com o Tempo (parceria com Zélia Duncan) e A Velha Maluca(samba-manifesto onde Joyce comenta a dor e a delícia da passagem do tempo), compostas especialmente para este novo/velho CD. A Tupi abre às 20h para a escolha das mesas, com serviço de bar e restaurante. O show pode ter atraso de 30 minutos ou mais.


BLUBELL & ANA DERIGGI CANTAM RITA LEE

Dia 20 de Setembro. Quinta, 21h, R$ 80,00


Para dar voz ao projeto que faz tributo à cantora e compositora Rita Lee, o músico Fábio Tagliaferri, um dos sócios da casa, convidou as cantoras Blubell e Ana Deriggi. As duas vão rever o cancioneiro da rainha do pop brasileiro numa formação diferente, entre cellos, viola sinfônica e outros instrumentos. Com direção musical de Fábio Tagliaferri, a banda reúne músicos à altura da homenagem: Mário Manga (cello), Tuco Marcondes (cordas), Kuki Stolarski (bateria), Fernando Nunes (baixo) e do próprio Fabio Tagliaferri (viola de arco e ukelele).


No palco, as cantoras se alternam em algumas canções e fazem backing vocal uma para a outra. No repertório, composições de Rita Lee como Sucesso Aqui vou Eu, Flagra, Panis et Circenses, Alô alô Marciano, Vida de Cachorro, Modinha, Luz Del Fuego, Mutante, Papai me empresta o Carro, Esse tal de Roquenroll,  Balada do Louco, Jardins da Babilônia, Mamãe Natureza e Ovelha Negra.


NÁ OZZETTI E ZÉ MIGUEL WISNIK - NÁ e ZÉ

Dia 21 de Setembro. Sexta, 21h30, R$ 80,00


Ná Ozzetti e José Miguel Wisnik se cruzaram musicalmente pela primeira vez em 1985. Esse encontro, que abriu caminho para tantos outros, é celebrado agora em NÁ e ZÉ – álbum que reúne 14 canções compostas por Zé Miguel entre 1978 e 2014, sendo oito inéditas em disco. Um repertório que, de certa forma, refaz a trajetória de ambos. O show também faz parte da agenda de lançamento do LP duplo Ná e Zé, que contém quase todas as canções do CD, além dos dois bônus do LP, Sopro de flor, parceria inédita de Wisnik com Domiguinhos, e Mais simples.


“A primeira vez que ouvi as canções do Zé Miguel Wisnik, em 1985, fiquei impressionada com a quantidade e qualidade do que se apresentava. Canções com muita personalidade, que traziam um diferencial pras referências que eu tinha até então. Ao mesmo tempo soavam redondas, num casamento perfeito entre melodias e letras – e que melodias, e que letras! Privilégio! Passei a incluí-las em meus shows e acabei gravando quatro delas no meu primeiro disco solo, em 1988”, relembra Ná. A Tupi abre às 20h para a escolha das mesas com serviço de bar e restaurante.


MARCO PEREIRA E PAULO BELLINATI - Xodós

Dia 22 de Setembro. Sábado. 21h30. R$ 80,00


O encontro dos violonistas Marco Pereira e Paulo Bellinati celebra a amizade e a parceria musical de longa data com o lançamento deXodós, em única apresentação na casa. Para o show, as cordas de nylon do violão de Marco Pereira sintonizam com a sonoridade das cordas de aço de Paulo Bellinati. Xodós traz um repertório composto por arranjos instrumentais de Dominguinhos, Nando Cordel, Anastácia e Dilermando Reis. E, ainda, composições próprias com arranjos que prezam pelo perfeccionismo técnico do violão clássico, sem perder a aproximação harmônica da música popular brasileira.

A parceria começou no Conservatório Dramático e Musical do Estado de São Paulo, em curso com o mestre uruguaio Isaías Sávio. Posteriormente, ambos foram para suas carreiras individuais, após os estudos na Europa – Bellinati no Conservatório de Genebra, na Suíça; e Pereira em Paris, com título de mestre em violão clássico. Em 1994, ganharam o Prêmio Sharp de Melhor Disco Instrumental, com o trabalho Bons Encontros. Em duo ou como solistas, a trajetória dos músicos consolida-se na vida acadêmica e com parcerias, como Zé Eduardo Nazário (Trio Pó de Mico), Instrumental Pau Brasil, Gal Costa.


Marco Pereira 

Possui o título de Mestre em Violão Clássico pela Université Musicale Internationale de Paris. Pela Universidade de Brasília, criou os cursos de Violão Superior e Harmonia Funcional. Professor adjunto no Departamento de Composição da Universidade Federal do Rio de Janeiro, possui algumas publicações literárias, além das discografias, dentre elas Heitor Villa-Lobos, sua obra para violão (1984) a qual foi resultado da tese defendida no Departamento de Musicologia da Universidade de Paris-Sorbonne. Internacionalmente recebeu dois prêmios, na Espanha: Concurso Andrés Segóvia (Palma de Mallorca) e Concurso Francisco Tárrega (Valencia). Em 1985 e 1987 gravou dois discos: Violão Popular Brasileiro Contemporâneo e Círculo das Cordas. Em 1988 foi ao Town Hall, em Nova York. Na década de 1990, tocou em edições do Free Jazz Festival, com o Trio D´Alma (1989), solista (1991), Wagner Tiso (1992) e Edu Lobo (1996). Pelo prêmio Sharp lhe foi concedido como Melhor Arranjador de MPB, em 1993; e Melhor Solista, em 1994. Gal Costa, Milton Nascimento, Leila Pinheiro, Fátima Guedes, Zizi Possi, Roberto Carlos, Gilberto Gil, Toninho Ferragutti, Zélia Duncan, Cássia Eller, Nelson Gonçalves, Tom Jobim, Rildo Hora, Paulinho da Viola e Luciana Souza são outros nomes que fizeram parte de sua história que permanece vívida.


Paulo Bellinati 

Após os estudos no Conservatório de Genebra, lecionou no Conservatório de Lausanne, formando pouco tempo depois um grupo de música instrumental brasileira. Foi professor de guitarra no Festival de Inverno de Campo de Jordão. Como compositor e solista na guitarra, uniu-se ao Pau Brasil. Em 1988, com a música Jongo, a qual compôs e foi gravada por Cristina Azuma, foi premiado pelo Carrefour Mondiale de La Guitare.


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Serviço

Tupi or Not Tupi - Rua Fidalga 360, Vila Madalena, tel. 3813-7404. Capacidade: 100 lugares. Compra de ingressos pelo site: www.tupiornottupi.net

Classificação:Livre. Acesso a deficientes. Todos os cartões de crédito e de débito. Serviço de valet terceirizado. www.tupiornottupi.net.

Horário dos shows - quintas às 21h, sexta e sábado às 21h30.


Sobre a casa

O espaço aberto em março de 2017 trabalha em duas frentes: música no palco e pratos da cozinha brasileira nas mesas. A cozinha tem assinatura do chef Alexandre Romano. A Tupi or not Tupi fica no coração da Vila Madalena. É uma casa construída na década de 1950, em um terreno de 500 metros quadrados, sem muros e com pequenos ambientes que levam a um salão principal com capacidade para 100 pessoas sentadas. Conta com projeto de design de Lee Dawkins, supervisão acústica de Clemente Zular e equipamentos do Estúdio Loop. A Tupi or not Tupi é hoje considerada uma das casas com melhor acústica na cidade de São Paulo.